Platão e Teló: um estudo de caso

Já reparou que Teló, em seus suspiros poéticos, clama pela volta aos tempos primórdios, quando havia apenas ideias, da mesma maneira que Platão?

 

Para ele, o mundo ideal é mais real que o físico, já que as coisas físicas são cópias das que existem no ideal, com a diferença de que estas estão ao seu alcance, aquelas não.

No mundo ideal não nos preocupamos com o tempo ou o espaço, e muito menos precisamos nos preocupar em conquistar aquela pessoa especial. Se o mundo é ideal, então a pessoa desejada já é nossa. Nossa. Assim você me mata.

Portanto, segundo Platão, só de querer você já pode, anulando a máxima pessimista de que “querer não é poder”. Se você quer, você pode!

Menos Teló, que em seu sofrimento declama o lamento de quem não pega. Ai, se eu te pego. Ai, ai se eu te pego.

E em seu tormento, por querer tanto algo tão fora de seu alcance, seu objeto de desejo transpõe as fronteiras das características perceptíveis e invade o universo da sinestesia. A moça não é só bonita, é uma delícia. Delícia. Assim você me mata.

O que ninguém vê é que o sucesso de Teló retoma o mito da alma gêmea, por isso seu sucesso desde abastados até abestados, de crianças a adultos, de populares à nata da sociedade.

Até mesmo Luíza deve ter dançado isso nas baladas do Canadá.

 

Muito obrigada pela atenção dos meus queridos leitores – mãe – e voltamos na próxima semana com mais uma questão filosófica que invade as nobres mentes da sociedade moderna nestes tempos de crise na internet…

5 razões para amar as novelas da Globo

I-  O sorriso do Carlos Casagrande.

E os bíceps… os tríceps… os quadríceps…

 

 

II –  Os cachinhos do Bruno Garcia.

E a barba… o olhar… o nariz…

 

 

III –  Os olhos azuis do Rafael Cardoso.

E os cachinhos… a voz… o sorriso…

 

IV –  A cara de sem vergonha do Julio Rocha.

E a tatuagem… a barba… os bíceps…

 

V –  A vontade de pegar o Marco Pigossi no colo.

 

D’accord?

;)

Cartinha de Natal – 2012

Oi, Papai Noel :)

Sei que escrevo essa “cartinha”  de última hora, mas espero que ainda dê tempo do senhor processar o meu pedido.

Então eu quero…

hmmmm.

Sabe, eu até consigo pensar em uma lista com vários presentes que eu gostaria de ganhar, mas não vou pedir coisas pra mim.

Acho que o meu desejo é que “as pessoas” (não vou mencionar nomes) tenham menos “Deus”, “Senhor”, igreja e reza, e um pouco mais de imperativos categóricos nas rotinas delas. Não, eu não quero que elas deixem o-que-quer-que-seja-em-que-elas-acreditem de lado. Só gostaria que elas parassem de violar seus próprios mandamentos e agissem mais de acordo com a lei do seu próprio Deus.

Imagina que louco seria se elas agissem como se a máxima de sua ação devesse se tornar, pela sua vontade, uma lei universal da natureza. Não que “essas pessoas” devessem levar esse princípio a ferro e fogo, mas que pelo menos pensassem nisso antes de negligenciar os pais, avós, os amigos e irmãos…

Desejo que os filhos parem de maltratar os pais.

E que os pais mostrem aos filhos que os amam. Quando eles menos merecerem. Principalmente quando eles menos merecerem…

Desejo que os homens deixem de odiar os homens que gostam de homens. E que parem de fazer piadinhas ofensivas quando estiverem longe.

E como não consigo nunca cumprir o que eu mesma prometo, desejo que essa tristeza profunda que eu sinto no Natal desapareça de uma vez por todas. Eu fiz coisas boas esse ano. Eu respeitei as pessoas esses anos todos. Eu dei amor incondicional mesmo às pessoas que não sabem me dar 5 minutos de atenção sem perder a paciência comigo. Eu dei mais carinho, abraços e amor do que birra e palavras ácidas.

Eu odeio, odeio o Natal, Papai Noel, mesmo vendo as pessoas felizes ao meu redor… Mesmo com os enfeites bonitos nas casas das pessoas (menos na minha).  E eu nunca sinto que os abraços que eu recebo à meia-noite, assim como os desejos, são sinceros.

E mesmo assim, veja você, continuo escrevendo essas cartinhas, chorando igual uma criança que perdeu seu brinquedo preferido, ainda na esperança de que você volte a me dar as coisas que eu peço. Igualzinho como quando eu era criança.

 

Um beijo,

Monique

Deus

Depois da minha grandissíssima pausa para refletir sobre Deus (ou, whatever, o que as pessoas em geral entendem por “Deus”), acho que finalmente tenho uma conclusão.

Científica, é claro.

 

Deus é como sexo ou chocolate.

A gente pode perfeitamente passar a vida inteira sem… Mas por quê, quando a vida COM é muito mais legal?

Pensem nisso.

São Paulo. (A MINHA, é claro.)

São Paulo é feia, seca, suja, cinza, fria…
É barulhenta, rabugenta, estressante, engarrafada…

É sim.

Também é colorida, hospitaleira, musical e arborizada.

Tem “parques sujos” entre avenidas, com quêzinho de Central Park, mas um solzinho pitando o céu, um carrinho e pipoca e uns moços bonitos de tênis em vez de terno.

E sushi barato, e a melhor pizza do mundo, e pub irlandês mais autêntico que os pubs da Irlanda!

Sempre tem um “bar na esquina” com uma cerveja geladíssima e um papo furado só esperando você entrar. (24×7, não como outras “big cities” por aí.)

Eu iria pro Rio. Morar de frente pro mar, tomar um sorvete na frente da ABL, ir pra um samba na Lapa…

Mas não gosto de cariocas.

E nem de samba.

Nem da ABL.

No offense. Não é um não gostar do tipo que eu odeio, é só um não gostar do tipo eu prefiro “Pauliiista, meeu!”. E rock com jazz e zouk, às vezes um blues com tango. E o bar da faculdade, muitíssimo mais inspirador que umas cadeiras com nomes de uns velhinhos que nem a minha língua falam.

Até iria pra Londres, mas não me vejo morando na cidade-inglesa-com-menos-ingleses-por-metro-quadrado da Inglaterra. E São Paulo também tem Fish n’ Chips. E ingleses.

Até iria pra Minas, mas São Paulo também tem pão de queijo. E mineiros. E gaúchos. E…

E quando eu digo São Paulo, é São Paulo de verdade, a MINHA São Paulo, não o interior de São Paulo. São Paulo Paulista, Madalena, Mariana, Leopoldina… Nada de São José ou São-qualquer-coisa-depois-da-Bandeirantes.

 

Ela não é mais bonita, a mais justa, a mais limpinha e cheirosa. Não é a mais inteligente, nem a mais honesta, muito menos a mais barata.

É realmente uma “selva de pedra” como dizem por aí.

Mas quer saber?

♫ É linda, sim.
Onda do mar do amor que bateu em mim.
Você é linda e sabe viver
Você me faz feliz.
Essa canção é só pra dizer. E diz! ♫

Meu amigo cor-de-rosa

Texto da Marcelly Ferrari no blog dela, Palavras Inevitáveis.

Para o meu próprio amigo cor-de-rosa, with all my lovin’.

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Meu amigo é cor-de-rosa. Não sei se nasceu assim ou se depois se transformou. Só sei que hoje é cor-de-rosa.

Aposto que seria azul, se tivesse alguma escolha, mas não foi ele quem escolheu. Sabe como eu sei? Meu amigo é feliz demais pra escolher a tristeza e companheiro demais pra escolher a solidão. Meu amigo é inteligente demais pra estar por baixo e forte demais pra ser indefeso.

Você escolheria ser minoria e sujeitar-se ao preconceito e à discriminação? Eu não. Meu amigo também não. Ele não fugiria aos padrões por vontade… Só que os padrões fugiram dele.

Meu amigo é diferente, eu sei. E na verdade eu não entendo porque existem outros amigos diferentes como ele. Será que ele mesmo entende? Acho que não. Também acho que isso não faz diferença. Não é o fato de o meu amigo ser cor-de-rosa ou de eu entender ou não o tal porquê que me faz gostar dele.

Eu gosto do meu amigo porque ele me faz sorrir, ele tem ideias brilhantes e um coração enorme. Eu gosto do meu amigo porque ele não caiu de paraquedas na minha vida: Ele é um amigão! E um amigão pode ser de todas as cores!

Língua Portuguesa, sua linda!

Um oferecimento:

Fica a Dica Records!

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Os dez erros mais graves

 

 

Alguns erros revelam maior desconhecimento da língua que outros. Os dez abaixo estão nessa situação.

 

1 – Quando “estiver” voltado da Europa. Nunca confunda tiver e tivesse com estiver e estivesse. Assim: Quando tiver voltado da Europa. / Quando estiver satisfeito. / Se tivesse saído mais cedo. / Se estivesse em condições.

 

2 – Que “seje” feliz. O subjuntivo de ser e estar é seja e esteja: Que seja feliz. / Que esteja (e nunca “esteje”) alerta.

 

3 – Ele é “de menor”. O de não existe: Ele é menor.

 

4 – A gente “fomos” embora. Concordância normal: A gente foi embora. E também: O pessoal chegou (e nunca “chegaram”). / A turma falou.

 

5 – De “formas” que. Locuções desse tipo não têm s: De forma que, de maneira que, de modo que, etc.

 

6 – Fiquei fora de “si”. Os pronomes combinam entre si: Fiquei fora de mim. / Ele ficou fora de si. / Ficamos fora de nós. / Ficaram fora de si.

 

7 – Acredito “de” que. Não use o de antes de qualquer que: Acredito que, penso que, julgo que, disse que, revelou que, creio que, espero que, etc.

 

8 – Fale alto porque ele “houve” mal. A confusão está-se tornando muito comum. O certo é: Fale alto porque ele ouve mal. Houve é forma de haver: Houve muita chuva esta semana.

 

9 – Ela veio, “mais” você, não. É mas, conjunção, que indica ressalva, restrição: Ela veio, mas você, não.

 

10 – Fale sem “exitar”. Escreva certo: hesitar. Veja outros erros de grafia e entre parênteses a forma correta: “areoporto” (aeroporto), “metereologia” (meteorologia), “deiche” (deixe), enchergar (enxergar), “exiga” (exija). E nunca troque menos por “menas”, verdadeiro absurdo lingüístico.

 

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Desliguem o computador e vão ler um livro!

Have a nice Monday!

Esse post bem que poderia ser chamar “Bad Boys we Love”, mas não…

Só quero que vocês tenham uma ótima semana :)

Empate Técnico (conto)

… ou Delícia – parte 2.  (Leia a parte 1)


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Binho tinha ido pra mais uma noitada com os amigos.
Como sempre, bebia até cair e na manhã seguinte acordava com uma puta ressaca. Às vezes faltava na faculdade, já que só tinha uma aula na sexta de manhã.

Isso tinha virado um hábito e Letícia estava cansada, tanto de ser namorada de um cara assim quanto ser tratada como um dos “bróders” do Binho.

Apesar de eles sempre terem sido muito amigos antes de começar a namorar, agora ela sentia falta do tratamento VIP que o Binho sempre disse que ela merecia.


Até que um dia…
Binho tinha acabado de perder a consciência no bar da faculdade, em plenas 6 horas da tarde, e deixou Letícia irritadíssima, já que tinham combinado de ir ao cinema.


Terminaram.

Letícia não era “aquele tipo de mulher”.

Achava-se melhor como amiga de Binho do que namorada.

Depois de 2 semanas, no fim da última aula do período, passou no Diretório Acadêmico para pegar o iPad, que estava em seu armário.

Então ela, senhorita certinha, estava sentada no sofá velho do Diretório vendo seus e-mails e recados no Facebook antes de ir pra casa, sem a menor pressa de ficar lá sozinha.

De repente, viu o vulto de alguém que há muito tempo tinha ido embora. Sentiu aquele cheiro inconfundível de “Play Intense”, que só ele usava e a deixava tão nas nuvens. Havia passado 1 semestre desde que ele fora para a Nova Zelândia fazer um intercâmbio acadêmico.

– Quem é vivo sempre aparece, hein?!. – E um sorriso angelical.

– Gabriel!

Ele foi até ela e deram um abraço breve e meio desajeitado.

– Você tá… linda.

– E você tá barbudo!

Ela trocara o All Star por botas de salto alto, as calças jeans largas por skinny, o cabelo estava maior e mais escuro. Era linda como uma pintura.

– Faz tempo que você voltou, Gábi?

– Menos de um mês… Os caras me ligaram pra gente tirar o atraso com um pôquer, não esperava te ver aqui.

– Eu posso ir embora, se você quiser. – Fez menção de ir embora.

– Claro que não! – Puxou-a pelo pulso e os dois sentiram um choque com aquele toque. Soltaram-se.

– Vem com a gente, Lelê! Você ainda sabe jogar?

– Hummmmm…

– Claro que sabe, eu que te ensinei.

– Você lembra, é?

– Não dá pra esquecer.

Ela riu, guardou o iPad e a bolsa no armário e foi com ele. Levou apenas o celular.

No rádio, como sempre, Kiss FM tocando no talo.

Ela não quis jogar, apenas o via ganhar de todo mundo. Uma hora parou de olhar pra eles e encarou o horizonte como se estivesse a muitas milhas dali.



– Volta pra terra, lindinha.

Quando ela se deu conta de que estavam sozinhos e que ele olhava pra ela com aquele ar de coiote,  entendeu que ele não tinha mudado muito.



Ótimo! É exatamente o que você quer.
Era como se Lúcio (aquele!), o anjo rebelde, dissesse para que seguisse em frente.



Viu a aliança na mão esquerda dele, deu um sorriso com o canto da boca que não combinava com a Letícia das antigas – sempre ética e com as palavras certas pra dizer -, e aproximou-se dele o suficiente pra sentir sua respiração. Olhou pra baixo e pegou o cigarro que ele acabara de acender.

Tragou como se sua coragem dependesse daquilo.
Soprou lentamente, como se renascesse naquela fumaça.

Sentia falta dos olhos de Gábi olhando pra ela cheios de um brilho malicioso, que narra uma história X-rated em cada pedaço de pele que descobre. O clima rapidamente perdeu a leveza de um reencontro de amigos.

Vai, menina. Mata a vontade.
Insistia a voz do anjo rebelde.

Pôs o cigarro de volta na mão dele, pegou o baralho que estava na mesa e misturou as cartas.

– Diz uma coisa, Gábi.

– Ahn? – Qualquer coisa!

– Aqueles convites todos que você me fazia…

– Sim? – Strip poker, ele pensou. Era óbvio.

– Vou fazer um parecido.

– Estou ouvindo.



Ela abriu as cartas na mesa como se fosse um tarô.

– Não tô a fim de joguinhos complicados, perdi a paciência pra todos eles. Então vamos manter a coisa simples. Você vai escolher uma carta… Só uma.

– Certo.

– Se for vermelha, eu ganho um beijo. Preta e você ganha.

– Mas…

– Não quer?

Pôs a mão na última carta e ia começar a fechar o baralho, mas ele pôs a mão sobre a dela.

– Ok. Mas antes eu…

– Não quero ouvir.

– Lê, eu…

– Gábi, – Ela falou perto do seu ouvido. — Eu sei que você namora. Isso aqui não é sobre se apaixonar ou algo do gênero. Você não quer que ninguém saiba e eu também não. Pensa bem no que vai dizer ou eu simplesmente vou embora.

– Bom…- ele pensou por 2 segundos antes de continuar.- O jogo está okay, mas eu tenho uma aposta melhor.

– Estou ouvindo.

– Vermelha, minha casa. Preta, a sua.

– Você pode tentar a sorte numa segunda jogada. Pega logo a primeira carta, Gábi.

Ele pegou uma carta e sorriu pra ela.



– Por quê a gente nunca fez isso antes, hein?




De repente, um segurança com cara de mau chegou na área escondida em que estavam Gabriel e Letícia.

Ele disse:

– Oi, Lelê!

– Oi, Má! O que houve?

– Os vizinhos reclamaram do cheiro de maconha, vim checar. Você sabe de alguma coisa?

– A gente não tá fumando isso… Deve ser o povo da engenharia ali na rua, do outro lado do prédio. Eles sempre vão pra lá.

– Vou lá dar uma olhada. Quem tá ganhando?

– Como?

– O jogo de vocês – fez menção à dama de Copas na mesa.

– Ah! Hahaha. Parece que eu acabei de ganhar, Marcelo.

– Muito bom… Juízo, hein, meninos!


Quando o grandalhão foi embora, o celular dela começou a tocar.

Ele tirou o telefone da mão dela delicadamente e pôs sobre as cartas do baralho.

– Ele pode esperar. Eu não posso mais.

O celular ficou tocando por um bom tempo enquanto os dois tiravam o atraso encostados na parede… E na escada… E depois deitados no sofá, um por cima do outro, de 5 em 5 minutos…

Fazendo o mínimo de barulho possível, pra ninguém ouvir.

—————–
Gabriel: Vai embora, Letícia.
Lúcio: Lelê, o pecado é dele, não seu.
Gabriel:  Quem é prudente se esconde do mal que vê. Só os ingênuos o encaram de frente, mas sempre sofrem por isso, menina. Vai embora.
Lúcio: Você e esses provérbios clichês. Tsc, tsc…
—————–


Dessa vez foi o celular dele que começou a tocar.
Pelo toque, sabia que era Cinthia, sua namorada. Gábi respirou fundo e atendeu.

– Já volto, Lelê.

Ela riu da situação. Um cara tão irresistível e insaciável preso em um namoro com uma menina tão doce que quase não merecia levar tanto chifre?
Definitivamente um desperdício…

Um vento bateu e Gabriel — o anjo estraga-festas — soprou uma carta no colo dela.

Quando Gábi voltou para Letícia, 10 minutos depois, viu apenas a carta sobre a mesa.

Ele correu na direção da rua, talvez a tempo de encontrá-la, mas só conseguiu ver o carro dela virando a esquina.

Olhou para a carta novamente e riu da situação com um gosto de quero-mais.







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Lúcio comemorou mais uma vitória sobre o irmão banana enquanto Letícia escrevia seu telefone no verso do coringa…

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Desculpe, Leitor, mas essa história está beeeem longe de acabar.

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Mais com Letícia e Gábi:

Delícia

E sobre Lúcio e Gabriel:

e
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Continua…

September Rains

Não literalmente, of course.

Sexta começou meu inferno astral, o que significa que vou passar o mês todo um pouco quieta e pensativa.

E a primeira food for thought foi o que aconteceu no dia 22.

Fui ao médico. (Calma gente, I’ve never been better.)

Na sala de espera (espera de 1 hora, btw), encontrei uma menina que estudou comigo na 8ª série, então, pela lógica, com 22 ou 23 anos.

Com os dois filhos. Dois. Filhos. Uma menininha linda de1 ano e meio e um na barriga, esperando pra nascer.

E ela está feliz! Fez pedagogia, dá aulas em uma “escolinha de criança” (espécie da qual, graças a Darwin, estou vacinada).

 

A simplicidade daquilo me tocou.

Depois de muito pensar, pensei que poderia ser eu.

“Podia ser eu. Podia TER SIDO eu.”

 

Eu poderia ter me concentrado em ter uma família em vez de me concentrar em trabalhar para uma multinacional americana…

Eu poderia ter controlado o meu gênio um pouco para os meus “namorinhos” darem certo, em vez de bater o pé com a minha personalidade “mais ou menos” fácil.

Eu poderia ter insistido um pouco mais na licenciatura em vez de colocar cada pensamento em Verona, sendo capaz, às vezes, de me imaginar andando por aquelas ruas de pedra cheias de Igrejas do século XII. Como jornalista, ou chef, ou estilista, ou mesmo “mamma” de duas criancinhas rosas.

 

Mas é que eu acho que posso muito mais do que os “poderia ter” na minha mente…

I don’t belong here, but it’s ok!

Até dá pra ver um arco-íris nessa chuva toda.

 

Então me despeço dos meus 23 com a certeza de que eu realmente não me arrependo de nenhuma das minhas escolhas até agora.

Nenhuminha.

 

Que venham os 24, then!

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